quinta-feira, 10 de abril de 2008

Cientistas mapeiam "buracos negros" na internet

Pesquisadores da Universidade de Washington descobriram que existem interrupções nas comunicações da internet que tornam alguns servidores localizados ao redor do mundo inacessíveis a outros servidores localizados em certas regiões. Esse tipo de fenômeno foi denominado pelos cientistas de "buraco negro", em analogia ao fenômeno existente no espaço sideral. Para localizar os buracos negros existentes na rede eles criaram um sistema que batizaram de Hubble, em homenagem ao famoso telescópio espacial.

O Hubble virtual é composto por 100 computadores da rede de pesquisa PlanetLab que estão distribuídos entre 40 países. Este sistema realiza um monitoramento da internet através de "sondas virtuais", pequenos programas de teste que, enviados pela rede, varrem-na checando se os servidores à ela conectados estão respondendo. Como é composto por computadores situados em regiões diferentes, o Hubble virtual consegue detectar casos de "acessibilidade parcial", ou seja, casos de servidores que não estão acessíveis a servidores localizados em determinada região (buraco negro), embora estejam acessíveis aos servidores em geral.

O mapeamento realizado pelo sistema atinge 90% de toda a internet, é atualizado a cada 15 miutos e pode ser visualizado no site do projeto. Nele pode-se verificar os locais que estão passando por problemas de acessibilidades e quais servidores estão inacessíveis a parte dos computadores da rede. Além de um mapa com estas informações, é apresentada ainda uma listagem com os endereços IP dos servidores, contendo a indicação do país em que se encontram.

Para um conhecimento mais aprofundado sobre o tema ler "Studying Black Holes in the Internet with Hubble", por Ethan Katz-Bassett, Harsha V. Madhyastha, John P. John, Arvind Krishnamurthy, David Wetherally e Thomas Anderson.

Fontes:
Matéria no site Inovação Tecnológica.

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